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Cão d'Água Português
O Cão de Água Português, Cão d'Água Português ou Cão d'Água Algarvio é uma raça de cães criada originária do Algarve, em Portugal.
Classificação superior: Canis lupus familiaris
Expectativa de vida: de 12 a 15 anos
Classificação: Raça
Origem: Portugal
Altura: Feminino: 43–52 cm, Masculino: 50–57 cm
Peso: Feminino: 15,9–22,7 kg, Masculino: 19,1–27,3 kg
ver foto original#Happy

É um cão resistente e elegante. Muito companheiro, o Cão D'água Português é conhecido por suas habilidades originais, o nado e o mergulho. É muito forte, corajoso, tem ótimos olfato e visão. É um cão que precisa exercitar-se, principalmente enquanto filhote. É alegre, tenaz e voltutarioso.
Definitivamente não é um cão que adapte a viver confinado em um canil. Gosta de companhia, adora a família e precisa sentir-se parte dela.”
Sua pelagem é também muito resistente, ajudando o cão a executar suas tarefas na água.

A personalidade típica destes cães é vivaz, impetuosa, afetuosa, agradável, e bom companheiro, no entanto, quando pressionados, eles podem se tornar temperamentais e "malcriados". Um dos seus hobbies prediletos e testar a paciência do dono. Persistentes, eles são capazes de tomar uma bronca e logo em seguida voltar a fazer as coisas da maneira deles. Persistência esta que é uma grande virtude no trabalho, mas um grande aborrecimento no dia-a-dia. 
É um cão muito afável com pessoas e outros cachorros. Na verdade o Cão d’Água adora a companhia de outros cães, e se algum cachorro não tolera suas investidas amigáveis eles simplesmente ignoram qualquer sinal de agressividade e seguem demonstrando toda a simpatia da raça. Com os humanos eles tendem a ser ciumentos e precisam de bastante atenção. O Cão d’Água Português é um cão de inteligência excepcional, que obedece a qualquer ordem dada pelo seu dono, com facilidade e prazer. É obediente com quem cuida dele e com quem ele trabalha. É um animal de grande disposição para o trabalho, independente, bravo e muito resistente ao cansaço. Tem uma expressão atenta e penetrante, uma ótima visão e olfato razoável. Também notável é a sua memória, capaz de nunca esquecer um rosto ou cheiro.
Eles possuem um forte instinto de proteção e podem ser usados como cão de guarda. Ainda filhotes eles aprendem facilmente a morder para conseguir o que querem e por isso mesmo devem ser ensinados desde cedo que este é um comportamento inadmissível. 
Em termos de treinamento eles precisam de uma mão firme, mas ao mesmo tempo de muito estímulo positivo, já que eles nunca se esquecem de qualquer experiência desagradável. No momento em que eles forem convencidos a realizar uma determinada tarefa, os Cães d’Água desenvolvem tamanha vontade de executar este trabalho que dificilmente irão esquece-lo. 
O grau de dominância varia de cão para cão, mas eles vão se apresentar como "donos" da sua casa se assim for permitido. É um caso típico de cachorro que não sobe no sofá quando os donos estão em casa, mas que, assim que todo mundo sai, não se priva do direito de tirar uma longa soneca na poltrona preferida. 
Dois hábitos são quase impossíveis de se corrigir: Pular nas pessoas e destruir as plantas. 
Como outros cães de trabalho o Cão de Água Português tem um elevado nível de energia e precisa de ser exercitado diariamente. Estes exercícios podem ser feitos na terra ou na água. Embora eles adorem a vida ao ar livre, estes não são cães para viver em canis isolados das pessoas, já que para eles a interação com sua família humana é imprescindível.

A origem do Cão D’Água Português está ligada com a região da Ásia central cerca de 700 anos A.C., seguindo para a península Ibérica no século VII. Nessa época, ele era considerado o cão mais valioso, devido à qualidade de santo atribuída com base em suas habilidades.
Esta raça era usada como mensageira entre quem estava em navios e quem se encontrava em regiões costeiras. A aptidão para nadar também ajudava na hora de recuperar redes equipamentos que caíam no mar.
Excelente nadador - foi utilizado pelos pescadores portugueses como ajudante nos barcos, guiando cardumes de peixes às redes, recuperando objetos caídos n'água, levando mensagens entre barcos e entre a terra e o mar e outras atividades variadas. O escritor Raul Brandão, em sua obra Os Pescadores (1932), descreve assim a atividade de um barco de pescadores de : "Tripulavam-no vinte e cinco homens e dois cães, que ganhavam tanto como os homens. Era uma raça de bichos peludos, atentos um a cada bordo a ao lado dos pescadores. Fugia o peixe ao alar da linha, saltava o cão ao mar e ia agarrá-lo ao meio da água, trazendo-o na boca para bordo".

A partir do século XX, com as novas tecnologias da pesca, o trabalho dos cães d'água tornou-se progressivamente obsoleto. O número de animais da raça diminuiu muito e na década de 1930 os poucos exemplares restringiam-se à costa do Algarve. Em 1934, dois cães d'água de Sesimbra participaram pela primeira vez de uma exibição canina, levados pelo criador de cães Federico Pinto Soares. Estes animais chamaram a atenção de Vasco Bensaúde, um rico empresário açoriano que também era criador de cães. Bensaúde adquiriu quatro exemplares para seu canil Algarbiorum e iniciou um cuidadoso programa de seleção. O exemplar mais importante foi um macho chamado Leão, que viria a servir como padrão para a raça. Em paralelo outro canil com cães d'água foi estabelecido em Alvalade (perto de Lisboa) pelo criador António Cabral.

Mais tarde os cães de Bensaúde passariam a ser propriedade de Conchita Cintrón, uma criadora de cães de origem peruana casada com um empresário português. Conchita vendeu vários animais para o exterior, inclusive para uma criadora dos Estados Unidos, Deyanne Miller, que junto a seu marido Herbert foi fundamental no estabelecimento da raça na América do Norte. Além de exemplares da linhagem de Bensaúde, Miller também adquiriu exemplares da linhagem de Alvalade, para diminuir a consanguinidade. Em 1972, criadores dos EUA fundaram o Clube Americano de Cães de Água Portugueses (Portuguese Water Dog Club of America). Supõe-se que o litoral Algarvio seja o solar da raça; desde Vila Real de Santo António a Sagres, especialmente os portos de mar de Tavira, Olhão, Faro, Albufeira, Portimão, Ferragudo e Lagos. São estas, sem dúvida, terras de pescadores e homens do mar nas quais abundam as praias de areia branca e fina, alternando com falésias de rocha calcária cor de ferrugem e onde no passado a faina da pesca era o sustento principal de muitas das suas gentes.

Em 1936, a pedido de Vasco Bensaúde Secretário-Geral da Secção de Canicultura do Clube dos Caçadores Portugueses é efectuado o primeiro estudo da raça pelo Prof. Fernandes Marques que culmina na aprovação do primeiro estalão da raça. Vasco Bensaúde inicia a criação destes cães em Lisboa, com o afixo Algarbiorum, registando os primeiros exemplares no LOP nesse mesmo ano.

Com o advento de novas técnicas piscatórias, a partir de 1950, esta raça foi desaparecendo até à sua quase extinção. Em 1970 era considerado pelo “Guiness Book of Records” como a raça mais rara do mundo.

Em 1981, chegou a estar registado no Livro do Guinness, como a raça de cães mais rara do mundo . Salvo da extinção pelo trabalho dedicado de alguns criadores, dos quais são de destacar o Dr. António Cabral e Dra. Carla Molinari, que, a partir dos anos setenta, preservaram a raça com grande esforço e determinação, assim como o trabalho da associação da raça, a Associação para a Protecção do Cão de Água Português – APCAP, o Cão de Água tornou-se um excelente cão de família.

O cão d'água português é uma raça de tamanho mediano, de constituição forte e compacta e musculatura bem desenvolvida. Os machos tem uma altura ideal de 54 cm, enquanto as fêmeas medem cerca de 46 cm. Os pesos variam entre 19 a 25 kg nos machos e 16 e 22 kg nas fêmeas.
Há dois tipos de pelagem: longo e ondulado, com pêlo mais brilhante, e curto e encarapinhado, de pêlo mais opaco. Não possui subpêlo. A pelagem pode ser totalmente negra, branca ou castanha, ou negra ou castanha com manchas brancas. A tosquia típica é feita no focinho e na parte posterior do corpo, deixando uma bola de pêlo na ponta da cauda o que lhe dá uma aparência de leão.
É considerado um animal excepcionalmente inteligente, com temperamento ativo, ardente mas também obediente. É também muito resistente à fadiga. É um exímio nadador, sendo capaz de mergulhar e nadar debaixo d'água para recuperar objetos perdidos.

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